O documentário "Favela do Papa", dirigido por Marco Antônio Pereira, estreou no Canal Brasil em 8 de novembro de 2024, às 21h. A produção resgata um dos capítulos mais importantes da história do Vidigal: a resistência dos moradores contra a ordem de remoção imposta pelo governo do Rio de Janeiro na década de 1970, durante a ditadura militar.
Assista, saiba mais e veja a programação no site oficial do filme.
Site oficialUm marco da resistência popular
Nos anos 1970, moradores da Favela do Vidigal enfrentaram uma ordem de despejo em massa. O que se seguiu foi uma articulação sem precedentes entre comunidade, entidades da sociedade civil e artistas de projeção nacional para impedir a remoção. Essa mobilização virou marco na política fundiária do Rio de Janeiro e é o coração do filme.
"Favela do Papa relembra um dos marcos da resistência popular no Vidigal — uma história que precisa continuar sendo contada para as próximas gerações da comunidade."
Artistas que somaram na luta
Personalidades da música brasileira atuaram lado a lado com a organização popular. Entre eles: Sérgio Ricardo, Chico Buarque, Gonzaguinha, João Nogueira, João do Vale, João Bosco e Nana Caymmi. O documentário resgata imagens de época e entrevistas que revelam a dimensão dessa articulação — arte, política e comunidade caminhando juntas.
Ficha técnica
- Direção, roteiro e produção: Marco Antônio Pereira
- Produção: Urbano Filmes
- Ano: 2022 · Estreia no Canal Brasil: 08/11/2024
- Apoio: Lei Paulo Gustavo
- Seleções em festivais: É Tudo Verdade (maior evento de documentário da América Latina) e Mostra Ecofalante (São Paulo)
Por que isso importa para o Brota
O Brota Vidigal nasce em um território que só existe porque uma geração anterior lutou pra que ele existisse. Sem a resistência dos anos 70, provavelmente não teríamos hoje um Vidigal em pé, com sua comunidade viva, sua cultura e seu futuro. "Favela do Papa" é a memória que fundamenta tudo o que o Brota tenta construir: a favela como território de potência, história e direito à cidade.
Divulgar esse documentário é honrar quem veio antes — e lembrar que cada projeto, cada hub, cada artista que floresce hoje aqui pisa em solo defendido por outros.